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O ciclista da UAE Team Emirates XRG foi o penúltimo a ir para a estrada, mas, como se costuma dizer, o melhor ficou para o fim e foi ele que percorreu o trajeto de 6,5 km em Belém mais rapidamente.
A equipa dos Emirados, de resto, chegou à Volta como uma das principais novidades e atrações de 2026, e só demorou um dia para justificar essas expectativas. Além do dinamarquês, Rui Oliveira, a correr em casa, foi segundo classificado e Luca Giaimi foi quarto.
“É excelente. É o topo em Portugal, estou muito orgulhoso pela minha prestação. É muito especial, vi o tempo do Rui, foi espetacular, e sabia que tinha de dar tudo. Foi o que fiz e estou muito feliz”, confessou Johansen, após o prólogo.
Lembramos que o dinamarquês correu pela equipa portuguesa Sabgal-Anicolor em 2024, tendo depois sido contratado pela UAE Emirates. No seu currículo destacamos a vitória no Campeonato do Mundo de juniores em estrada (2017).
No top-5 da etapa, só Rafael Reis (Anicolor/Campicarn), provavelmente o ciclista com mais vitórias em Prólogos da Volta a Portugal – conta já com sete no currículo –, e Artem Nych, colega de Reis e bicampeão em título, conseguiram intrometer-se no domínio da UAE.
Rui Oliveira procura a primeira vitória profissional da carreira no ciclismo de estrada, e não escondeu que seria um sonho consegui-lo na Grandíssima. De facto, não andou longe de o conseguir.
O campeão olímpico foi líder da contenda durante grande parte da tarde e só mesmo Julius Johansen conseguiu superar o registo do português, por quatro segundos. Reis, terceiro, ficou a sete segundos, Giaimi a nove. Nych, a 14 segundos do líder, foi quem mais ganhou vantagem na luta pela Classificação Geral.
Nessa pretensão pela Camisola Amarela Jogos Santa Casa, outros três nomes conseguiram destacar-se entre os mais fortes: Txomin Juaristi (Euskaltel Euskadi) gastou apenas mais um segundo face a Nych, Tiago Antunes (Efapel Cycling) três segundos e Adrià Pericas (UAE Team Emirates XRG) sete segundos.
LUÍS MONTENEGRO ESTEVE PRESENTE
Numa tarde de festa em frente ao Mosteiro dos Jerónimos, com vista sobre o Rio Tejo, este prólogo inaugural da Grandíssima contou com a presença de algumas das figuras mais ilustres do panorama nacional, como o presidente do Comité Olímpico de Portugal, Fernando Gomes, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e o primeiro-ministro português, Luís Montenegro.
“Quero destacar o facto de este ser um evento mobilizador do país, do nosso património natural. É uma Volta que parte de Lisboa, acaba no Porto, mas passa por muitos concelhos, muitas freguesias, do Litoral ao Interior. E sobretudo junta muitos portugueses e também turistas. É uma magnífica demonstração de vitalidade desportiva e promoção do nosso país”, afirmou Montenegro.
Por sua vez, Carlos Moedas fez questão de assinalar o orgulho que é para a cidade acolher o arranque da Volta.
“É um grande orgulho para os lisboetas. A Volta a Portugal é ciclismo, desporto e coesão territorial. No fundo, é o desporto mais autárquico que temos, une as autarquias e o povo.”
A 87.ª edição da Volta a Portugal prossegue esta quinta-feira, com a primeira etapa, uma ligação de 157 km entre Lourinhã e Queluz. Pelo menos à partida, a UAE Team Emirates XRG voltará a ser destaque da festa, com Julius Johansen a envergar a Camisola Amarela Jogos Santa Casa e Adrià Pericas com a Camisola Branca Paredes Rota dos Móveis, da Juventude.
