Competição

Ciclista de 19 anos Finlay Tarling morreu atropelado na Volta a Portugal

Hoje, o ciclismo nacional teve um dos seus dias mais negros. Durante a oitava etapa da Volta a Portugal, no trajeto perto de Ponte de Lima, uma viatura entrou no percurso e o resultado foi uma colisão frontal com o ciclista britânico de 19 anos Finlay Tarling, que acabou por falecer. A prova foi suspensa passado pouco tempo.

CARLOS PINTO. FOTOS: TOMMASO PELAGALLI/@SPRINTCYCLING

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Ciclista de 19 anos Finlay Tarling morreu atropelado na Volta a Portugal

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Hoje deveria ser dia de festa no Alto Minho, com a oitava etapa da 87ª edição da Volta a Portugal (Melgaço-Fafe), mas o inesperado aconteceu. Um veículo não pertencente à organização entrou no percurso, perto de Ponte de Lima e embateu frontalmente contra o ciclista Finlay Tarling de apenas 19 anos. 

Este terrível acidente aconteceu a 20 km da meta e embora os serviços médicos tenham atuado de imediato, nada puderam fazer e o óbito foi confirmado no local devido à gravidade dos ferimentos. 

Finlay Tarling representava a equipa NSN Development Team (a estrutura satélite da formação WorldTour) e tinha ambições de subir ao escalão mais alto do ciclismo mundial. Era um ciclista promissor, especialista em contrarrelógio (tendo conquistado a medalha de bronze no Campeonato Nacional de Sub-23 da Grã-Bretanha no início deste ano).

Os organizadores da corrida afirmaram que o condutor do veículo ignorou os avisos das forças de segurança e entrou na faixa de rodagem na direção errada, desencadeando a tragédia.

A etapa foi suspensa pouco depois, após os comissários informarem os ciclistas e equipas e não houve lugar a cerimónia protocolar no final. 

CONSEQUÊNCIAS A MÉDIO PRAZO

Embora nem a organização nem as autoridades tenham culpa do que aconteceu, o trágico acidente de hoje pode trazer consequências nefastas para a prova. Como a FPC pretende que a prova suba de escalão, no final desta edição vai ser redigido um relatório e o capítulo da segurança é dos mais importantes na eventual viabilização por parte da UCI. Se o relatório apontar falhas graves, dificilmente terá luz verde para avançar.

Outra consequência óbvia é a não vinda de algumas equipas estrangeiras no próximo ano. Como é do conhecimento público, há equipas que deixam de marcar presença em provas que consideram ter um nível de segurança inferior, segundo os seus standards. 

Do nosso ponto de vista, até agora a Volta a Portugal estava a decorrer de uma forma positiva e esperamos que este ato tresloucado de um indivíduo - embora não saibamos as causas que o levaram a cometer esta insanidade - não coloque a prova em perigo.

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