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Alberto Bettiol culmina em Verbania uma fuga consentida, nas vésperas de etapa duríssima no Giro

O italiano Alberto Bettiol (XDS Astana) deixou Andreas Leknessund para trás na parte final da subida para Ungiasca e garantiu a sua segunda vitória no Giro d'Italia. Sem alterações na classificação geral, os favoritos vão defrontar amanhã a primeira grande etapa do Giro.

Fernando Belda. Fotos: Sprint Cycling Agency

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Alberto Bettiol culmina em Verbania uma fuga consentida, nas vésperas de etapa duríssima no Giro

Com os candidatos à classificação geral focados na primeira grande etapa do Giro que os espera amanhã - com cinco subidas, 4.400 metros de altimetria acumulada e meta em Pila (16,5 km a 7,1%) - a 13ª etapa prometia ser desafiante para os ciclistas em fuga, com um percurso de 189 km entre Alessandria e Verbania - cidade natal de Filippo Ganna - marcado por duas subidas na parte final que decidiriam o vencedor.

Após muitos quilómetros de disputa, a fuga consolidou-se com 15 ciclistas, e o pelotão permitiu-lhes abrir uma vantagem de mais de doze minutos. Foi na subida para Ungiasca - 4,7 km a 7% de inclinação - que Andreas Leknessund e Alberto Bettiol se revelaram os mais fortes da fuga. Mas o italiano da XDS Astana soube dosear melhor o ritmo e, pouco antes do topo, desferiu o golpe decisivo com uma aceleração poderosa.

Poucos minutos depois, o vencedor da Volta à Flandres de 2019 levantou os braços em Verbania para garantir a sua segunda vitória no Giro d'Italia (já tinha vencido uma etapa em 2021) e prolongar a história de sucesso da XDS Astana no Giro. A equipa soma agora três vitórias nesta edição (com Thomas Silva, Ballerini e agora Bettiol).

O campeão norueguês cruzou a linha de meta 26 segundos depois, seguido por Jasper Stuyven, Michael Valgren, Mark Donovan e Josh Kench 44 segundos depois. O pelotão, que não teve grandes dificuldades na etapa, terminou a 13 minutos e 6 segundos.

A etapa não apresentou alterações nas primeiras posições da classificação geral, com o português Afonso Eulálio a liderar com 33 segundos de vantagem sobre Jonas Vingegaard, Thymen Arensman em terceiro a 2 minutos e 3 segundos, e Felix Gall em quarto a 2 minutos e 30 segundos. Amanhã, esta classificação deverá sofrer alterações.

A 14ª etapa (Aosta-Pila) vai ser curta - apenas 133 km - mas com 4.400 metros de subida acumulada, apresentando quatro subidas (duas de primeira categoria, uma de segunda categoria e uma de terceira categoria) que conduzem à meta em Pila, após uma longa e constante subida de 16,5 km a 7,1%. É uma etapa que promete ser crucial para a classificação geral e que vai colocar em jogo a camisola rosa de Afonso Eulálio. Será que o luso vai resistir?

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