Depois do "fracasso" de ontem, Pinot analisa o seu futuro

"A minha carreira hoje entra numa nova etapa, são demasiados fracassos", assegurou o ciclista da Groupama FDJ após cruzar a meta em Loudenvielle, a quase 20 minutos dos favoritos.
Agência EFE -
Depois do "fracasso" de ontem, Pinot analisa o seu futuro
Depois do "fracasso" de ontem, Pinot analisa o seu futuro

Thibaut Pinot, que levava nos seus ombros o peso de todas as esperanças dos franceses na Volta a França deste ano, sofreu ontem um desfalecimento que o privou de lutar pelos lugares cimeiros e assegurou que após mais um "fracasso", já começou a pensar no seu futuro.

"A minha carreira entra hoje numa nova etapa, pois são demasiados fracassos", assegurou o ciclista da Groupama após cruzar a meta em Loudenvielle a quase 20 minutos dos favoritos.

Pinot já tinha sido obrigado a abandonar nas duas últimas edições do Tour quando estava numa boa posição de subir pela segunda vez na sua carreira ao pódio de Paris, após ter conseguido em 2014.

O ciclista de 30 anos afirmou que tem sofrido dores lombares que tornam o simples ato de pedalar em algo doloroso, por isso descolou do grupo dos favoritos na subida a Balès, a primeira subida de categoria especial desta edição da prova.

Embora tenha sido consolado por vários companheiros de equipa, chegou à meta de forma bastante penosa. "Foi um dia complicado. Quero pedir desculpa aos meus companheiros, aos que me apoiam, porque são demasiados fracassos. Hoje a minha carreira entra numa nova fase. Sempre disse que o ciclismo é lutar, desfrutar e ganhar corridas, mas são demasiados fracassos...", afirmou.

Pinot disse que, por enquanto, não pretende abandonar a corrida e incentivou os seus colegas de equipa a tentar procurar vitórias em etapas.

O seu diretor, Marc Madiot, confessou que Pinot arrastava problemas físicos nos últimos dias, mas pensava que ele poderia recuperar, algo que não aconteceu. "Tentámos ocultar este problema durante alguns dias, mas quando começou a parte mais difícil não conseguimos responder", assegurou.

O ano passado, quando era quinto da geral e um dos homens mais fortes na montanha, com um triunfo no Tourmalet e um segundo lugar em Prat d´Albis, abandonou entre lágrimas a caminho de Tignes.

O ciclista natural de Vosgos chegou ao Tour com ambições de ganhar, algo que nenhum francês conseguiu fazer desde Bernard Hinault em 1985.