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TESTE: cera Squirt Performance Hot Wax

Testámos uma cera da Squirt com parafina e substâncias sintéticas que, segundo dados da marca, são as mais adequadas para reduzir o atrito e melhorar a aderência e a durabilidade da corrente em todos os tipos de condições. Mas será que funciona mesmo ou é só marketing? Lê o teste!

José Gisbert

2 minutos

TESTE: cera Squirt Performance Hot Wax

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No início dos anos 2000, a marca sul-africana Squirt foi a primeira a utilizar um lubrificante de corrente à base de uma emulsão de cera e água — um produto rapidamente copiado por praticamente todos os fabricantes devido à sua limpeza, durabilidade e baixo atrito na transmissão. Por outro lado, a empresa demorou a entrar no mercado da lubrificação por imersão em cera quente, mas tira partido do conhecimento preciso sobre quais as ceras e aditivos mais eficazes.

A sua cera quente de alta performance é formulada com uma mistura de ceras parafínicas — de origem mineral, derivadas do petróleo — e ceras sintéticas; segundo a Squirt, esta combinação é ideal para reduzir o atrito e, ao mesmo tempo, maximizar a aderência à corrente e a durabilidade em quaisquer condições. O produto utiliza nitreto de boro hexagonal (hBN) como aditivo antifricção para preencher imperfeições microscópicas no metal.

Testámos praticamente todas as marcas de cera quente — e, muitas vezes, várias versões de cada uma — e notámos uma diferença significativa nas novas fórmulas em relação a um dos aspetos mais frustrantes para os utilizadores deste sistema de lubrificação: o período de amaciamento (a rodagem inicial).

Com a cera convencional, a corrente fica totalmente rígida após o tratamento e o arrefecimento; isto exige um processo manual trabalhoso para soltar os elos — embora já existam máquinas para realizar esta tarefa — e, mesmo após a instalação, são necessários vários quilómetros para que a corrente funcione suavemente. Além disso, liberta uma quantidade considerável de partículas que aderem à transmissão e a outras partes da bicicleta.

No entanto, com ceras como a Squirt — que são muito mais suaves ao toque —, não constatamos a necessidade de soltar manualmente os elos nem de realizar um percurso de amaciamento da corrente.

BANHO DE CERA

O processo que se segue é praticamente o mesmo utilizado com outras marcas. Em primeiro lugar, é preciso desengordurar completamente a corrente — idealmente devias montar uma nova — submergindo-a num recipiente com um desengordurante específico e agitando-a; em seguida, remove qualquer resíduo de desengordurante com álcool isopropílico e deixa-a secar.

Depois, coloca a cera e a corrente — passada pelo arame incluído no kit — num aquecedor elétrico, ajustando o termóstato entre os 93°C e os 95°C. Assim que a cera estiver totalmente derretida, desliga o aquecedor e agita a corrente durante 3 a 5 minutos; depois, retira-a e pendura-a para secar durante cerca de 20 minutos antes de a instalar na bicicleta.

A quilometragem atingida antes da necessidade de reaplicar o tratamento foi praticamente a mesma de outras ceras deste tipo, podendo atingir até 1.000 km. Além disso, de acordo com o site zerofrictioncycling.com.au — uma referência em testes de lubrificantes para correntes —, a cera Squirt ficou em primeiro lugar na resistência ao desgaste, destacando-se também pela excelente relação custo-benefício.

Já ultrapassámos a marca dos 10.000 quilómetros de utilização numa única corrente utilizando uma cera semelhante (acabámos por ter de a substituir devido ao desgaste em alguns elos), e é provável que a cera Squirt dure tanto tempo, ou até mais.

SQUIRT PERFORMANCE HOT WAX

Preço: 40 €
Embalagem: 500 g
Inclui: Suporte para a corrente
Distribuidor: CJM Sport
Sitewww.squirtcyclingproducts.com/es


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