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A Panasonic quer deixar de ser um nome secundário quando se fala de motores para bicicletas elétricas. A empresa japonesa acaba de atualizar, via software, o seu sistema GXM e elevar o binário máximo da versão com carcaça de magnésio para 120 Nm, enquanto a variante de alumínio chega aos 110 Nm. Além do aumento de força, a atualização ajusta a resposta do motor para proporcionar uma entrega mais precisa e natural, especialmente no modo AUTO.
PANASONIC JÁ ESTÁ NA CALHA DOS 120 NM
O dado mais marcante desta atualização é evidente: 120 Nm de binário máximo. Com isto, a Panasonic transforma o GXM Magnesium num dos motores de maior binário actualmente disponíveis para as e-bikes, igualando, no papel, a marca de referência alcançada por alguns dos sistemas mais recentes do mercado.
A versão em alumínio também aumenta o seu desempenho, atingindo os 110 Nm. Em ambos os casos, a Panasonic não fala apenas em aumentar o valor máximo, mas em modificar a configuração do sistema para melhorar a forma como essa potência chega à roda.
Segundo a marca, o objetivo é proporcionar uma assistência mais controlada, precisa e natural. O modo AUTO ganha especial destaque, uma vez que adapta a assistência às condições do terreno e da condução. Há ainda um pormenor particularmente interessante para quem já utiliza este motor: a atualização não obriga à substituição do propulsor. A Panasonic garante que os modelos GXM já presentes no mercado poderão receber a melhoria via software a partir de Novembro.
DE 105 A 120 NM SEM TROCAR O MOTOR
A evolução torna-se ainda mais significativa se tivermos em conta a trajetória recente do GXM. Quando a Panasonic apresentou esta geração, o GXM 105 Mg oferecia 105 Nm e incluía uma carcaça de magnésio com um peso aproximado de 2,6 kg. A linha era então complementada por versões em alumínio de 100 e 75 Nm.
Agora, através de uma atualização de software, o modelo em magnésio passa de 105 para 120 Nm. Trata-se de um aumento de 14,3% no binário máximo, sem necessidade de modificar fisicamente o motor. A própria Panasonic situa atualmente o GXM 120 Mg na casa dos 2,6 kg, enquanto as versões em alumínio pesam cerca de 2,8 kg. O sistema permite ainda ajustar a assistência dentro de um intervalo que chega aos 120 Nm.
A Panasonic não é uma novata no mundo das bicicletas elétricas. A empresa desenvolve sistemas de assistência há décadas, e a sua própria documentação aponta 1979 como o início do seu percurso nesta área. Na Europa, desenvolveu progressivamente uma linha de motores que inclui opções para utilização urbana, trekking, carga e eMTB. No entanto, a sua presença no mercado ocidental — tanto na Europa como nos Estados Unidos — ficou muito aquém da de empresas como a Bosch, a Shimano ou a Brose, sem contar com a mais recente chegada da Avinox. É aí que a atual iniciativa com o GXM ganha especial relevância.
A Panasonic não está a tentar começar do zero: desenvolve tecnologia há anos e já tem experiência com motores de alto desempenho. O objetivo agora é alargar a presença desta tecnologia entre as marcas e, sobretudo, fazer com que o consumidor a perceba como uma alternativa real aos nomes mais tradicionais do mercado.
GX ULTIMATE PROVOU QUE É FIÁVEL
Antes do GXM, a Panasonic já tinha apresentado um argumento difícil de ignorar com o GX Ultimate. Lançado em 2021, este motor debitava 95 Nm de binário e pesava aproximadamente 2,95 kg — um dos motores com maior binário do mercado entre os seus concorrentes da mesma categoria.
No entanto, era desconhecido para muitos, dado que a marca nunca promoveu os seus motores nos meios de comunicação especializados.
Numa bicicleta de montanha elétrica, contar com mais binário pode ser especialmente útil em subidas muito íngremes, trilhos técnicos ou situações em que o ciclista pedala com uma cadência baixa. Esta capacidade era já, precisamente, um dos destaques do GX Ultimate, que oferecia uma entrega de potência forte e constante, mesmo a baixas cadências.
Com o GXM, a Panasonic afirma ter trabalhado também na qualidade desta entrega. A empresa garante melhorias em aspetos como a precisão, o controlo e a naturalidade, com especial atenção ao funcionamento do modo AUTO. Isto será particularmente relevante, uma vez que o mercado dos motores para e-BTT está a entrar numa fase em que a potência máxima, por si só, já não é suficiente. Um motor pode apresentar números impressionantes no papel e, ao mesmo tempo, não convencer se a entrega de potência for brusca ou difícil de dosear.
Poderás encontrar mais informações em Panasonic E-Bike Systems.
