Deceuninck-Quickstep e outras equipas podem acabar

Patrick Lefevere, diretor geral da Deceunick-Quick Step adverte as consequências de não poder competir esta temporada: "50 por cento das equipas vão desaparecer".
Carlos Pinto
Deceuninck-Quickstep e outras equipas podem acabar
Deceuninck-Quickstep e outras equipas podem acabar

O diretor geral da Deceuninck-Quick Step, Patrick Lefevere, foi entrevistado no programa Extra Time Koers do canal belga Sporza TV, onde falou de um cenário muito negro que se avizinha a passos largos para uma boa parte do pelotão internacional se não for possível disputar mais provas este ano devido à pandemia do Covid 19.

"50 por cento das equipas desaparecerão do pelotão", disse Lefevere, dizendo também que não conseguirá levar avante o projeto da Deceuninck-Quickstep em 2021 se isto acontecer: "Se já não corrermos este ano, não terei equipa no próximo ano".

"A equipa Ineos está sentada numa montanha de dinheiro, e os franceses recebem parte do seu salário pago pelo Estado. Terão menos dificuldades, mas a minha equipa está com problemas", acrescentou o responsável máximo da Deceuninck-Quickstep. "Não sou estúpido, levo 40 anos neste negócio. Se não houver provas, muitas equipas de ciclismo morrerão".

Acerca do novo calendário, Patrick Lefevere mostrou-se compreensivo com as inúmeras sobreposições de provas importantes: "Sou conhecido como a pessoa mais crítica no mundo do ciclismo. Mas não me posso queixar do calendário. Nas circunstâncias atuais, devemos ser humildes e rezar para que possamos competir este ano".

Na mesma entrevista, Patrick Lefevere referiu que Remco Evenepoel continua com a intenção de se estrear numa grande volta este ano (se de facto existir a Volta a Itália será essa a opção), mesmo que isso signifique abdicar da Liége-Bastogne-Liége, que era outra das suas prioridades.