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Os segredos da fibra de carbono

Como é óbvio, nem todos os quadros de fibra de carbono são iguais. Mas nem todos sabem que os mais caros não são os melhores em todos os aspetos.

Os segredos da fibra de carbono
Os segredos da fibra de carbono

Porque é que um quadro de fibra de carbono de gama alta chega a custar quase o dobro de um fabricado com um carbono menos elitista? Sabemos que um só fio de carbono é composto por milhares de filamentos - quer seja entrelaçado (1K, 2K...) quer seja unidirecional - pelo que o tipo de cruzamento destes fios determina as propriedades elásticas ou de resistência.  

Devido aos inúmeros testes realizados, os fabricantes são capazes de produzir hoje em dia cada vez mais tipos distintos de filamentos, misturando outros componentes (ou seja, os composites). E dependendo desse outro material é possível alcançar uma grossura de filamentos menor com uma rigidez igual ou superior.  

Aqui entra em jogo a quantidade de investimento em Investigação e Desenvolvimento que cada marca quer e pode realizar juntamente com as marcas que fornecem o carbono. Filamentos mais finos mas mais resistentes dão como resultado um quadro com espessuras de parede mais finas, portanto é um quadro mais leve, mas com um processo de desenvovimento e produção bastante mais caro.  

Além disso, um quadro de gama alta costuma conter habitualmente até 3 tipos de carbono diferentes, com um comportamento mais rígido ou mais flexível perante diferentes cargas e com uma elasticidade diferente consoante a zona onde são inseridos. 

Dependendo do tipo de carbono será necessária uma maior ou menor quantidade de resina para a sua construção. Quanto maior o módulo, menos resina é necessária, o que também se traduz em menos peso.  

Mais resina é sinónimo de mais absorção e flexibilidade, motivo pelo qual um quadro de carbono com fibras mais económicas e mais resina (menor módulo) costuma ser mais confortável. Contudo, é precisamente neste ponto que os fabricantes estão atualmente a trabalhar, adotando resinas reforçadas com materiais complexos como as matrizes de nanotubos de carbono ou com grafeno, para reforçar os espaços ocos existentes entre os filamentos. São tecnologias muito caras destinadas a quadros de gama alta e com o objetivo principal de tornar os quadros mais leves, mas sem perder a resistência

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