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Os 6 erros mais comuns no BTT

A melhor forma de fazer render ao máximo as nossas voltas de bicicleta é aproveitando toda a energia que sai das nossas pernas e, para tal, devemos fazê-lo de modo correto. Analisámos quais são os erros mais comuns entre os iniciantes (e não só) e mostramos-te neste artigo.
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Os 6 erros mais comuns no BTT
Os 6 erros mais comuns no BTT

1> Com o dianteiro dou cabo da minha vida
Muitas pessoas só travam com o travão traseiro afirmando que o dianteiro não deve ser usado pois faria capotar. A travagem apenas com o travão traseiro produz poucos efeitos pois o travão dianteiro é aquele que realmente faz parar a bicicleta. Em vez de o ignorares, experimenta travar com os dois, mas com tacto. Tem precaução em zonas onde as rodas possam resvalar ou em curvas apertadas e vais ver que aos poucos ganhas confiança em zonas de boa aderência, à medida que vais conhecendo os limites da travagem. Em caso de ser necessária uma travagem brusca, não te esqueças de deslocar o corpo para trás, um pouco antes de travares. 

2> Pedalada“de tartaruga”
Uma das falhas mais comuns é usar uma cadência de pedalada anormalmente baixa, de 45 rotações por minuto ou menos. Apesar de parecer que te cansas menos e que a respiração é menos agitada, estás a fazer com que o esforço seja menos cardiovascular e mais muscular e podes correr o risco de sobrecarregar os tendões (tendinite). Tenta não baixar das 55-60 rotações nas subidas e das 75-80 em terreno plano, pois está comprovado de que as pernas são mais eficientes a pedalar com esse ritmo. Para conhecer a tua cadência conta de cada vez que o teu pé direito passa pelo ponto mais baixo da pedalada em 15" e multiplica por quatro.

3> É que assim não chego ao chão
Outro dos erros clássicos é usar o selim muito baixo. Se não o colocares à altura correta, não aproveitarás eficientemente a força das tuas pernas e provavelmente terás dores na parte anterior do joelho (selim baixo) ou na zona posterior (selim alto). Tenta que, ao pedalar, os joelhos se aproximem da extensão (quando o pé está na zona mais baixa da pedalada, mas sem nunca chegar a sair dela). Se apontares a medida da entreperna (isto é, do solo ao períneo) e multiplicares por 0.88 terás um bom guia para saber a tua altura. Coloca esta distância desde o eixo pedaleiro até à parte superior do selim. 

4> Então, mas é mesmo preciso lubrificá-la?
Se não lubrificares a corrente e outras zonas de rotação, mais tarde ou mais cedo vais ouvir ruidos, para além de estares a potenciar a degradação prematura do teu material. E há ainda quem pense que o óleo serve para fritar batatas e não para lubrificar as correntes, pois de origem já deveriam vir lubrificadas. Na verdade, as correntes têm um certo grau de lubrificação quando saem da fábrica, mas temos de voltar a lubrificá-las ocasionalmente, em regra a cada três ou quatro dias de utilização. Procura um óleo específico de bicicletas (em lojas de bicicletas) pois possuem aditivos que fazem com que se pegue mais, em vez de pingar por tudo quanto é lado e manchar o solo. Lubrificar evita ruídos e prolonga a vida útil de toda a transmissão. 

5> Mais ar do que o meu carro? É impossível!
Este é outro erro clássico. Inúmeras pessoas esquecem-se de encher os pneus das suas bicicletas com a pressão recomendada. Em alguns casos compreende-se que se possa colocar mais pressão do que aquela que leva as rodas do automóvel, ou seja, numa bicicleta de estrada, com rodas finas, na qual a pressão pode chegar aos 7 ou 8 kg/cm2, enquanto que numa de passeio ou híbrida ronda os 3 a 5 kg/cm2 e na de BTT deve usar-se entre 1.8 e 3 kg/cm2. Fixa-te nas recomendações marcadas no flanco do pneu. Se a roda tiver pouco ar, é mais pastelona, pelo que custará mais pedalar e é perigoso em curvas. Além disso fica mais fácil furar. 

6> Eu? Com os calcanhares? Naaaaa....
Outra das falhas mais comuns é apoiar o pé sobre o pedal com a zona incorreta. Já vimos pessoas a pedalar apoiadas com os calcanhares ou apenas com a ponta dos pés ou ainda com a parte média. Para além de ser pouco efetivo, a pedalada fica antiestética. Deves apoiar a zona do metatarso, mesmo debaixo da zona mais grossa do pé, a parte mais convexa. 

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