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Top-10 favoritos Giro de Itália

A 102ª edição da Volta a Itália, que começa este sábado, apresenta uma panóplia de favoritos extensa, com Primoz Roglic, Tom Dumoulin e Simon Yates à cabeça. Este é o nosso top-10.
Revista Ciclismo a fundo Foto: Bettini -
Top-10 favoritos Giro de Itália
Top-10 favoritos Giro de Itália

1. Primoz Roglic

O esloveno da Jumbo-Visma - que tem literalmente surpreeendido tudo e todos, inclusivé ele próprio, como confessou numa entrevista recentemente - é, aos olhos de muitos o principal favorito para a Volta a Itália deste ano. Na montanha está entre os melhores e no contrarrelógio (serão 58,5 km este ano) pode demonstrar o seu poderio face aos trepadores puros. Este ano já ganhou três provas por etapas (UAE Tour, Tirreno Adriático e Tour da Romandia), além de somar quatro vitórias parciais. A impressionante temporada deste ex saltador de esqui que começou a praticar ciclismo bastante tarde parece só ter um sentido: ascendente. E aos 29 anos, Roglic chega a Itália com a maturidade suficiente e num pico de forma. E é precisamente aqui que reside a maior dúvida. Será que Roglic conseguirá aguentar este estado de forma nas dez últimas etapas do Giro, onde se concentra a maior parte da montanha? A seu lado terá um bloco sólido com De Plus, Kuss, Bowman e Tolhoek. 

2. Tom Dumoulin

O holandês - vencedor do Giro em 2017 e segundo em 2018 - não competiu muito no início de temporada, tendo sido 6º no UAE Tour e 4º no Tirreno Adriático. Mas a sua qualidade e solidez não estão em causa. Dumoulin é um dos indiscutíveis quando há grandes voltas (excepto se cair, obviamente), e, tal como Roglic, os três contrarrelógios que o Giro tem este ano favorecem-no claramente, podendo ganhar tempo precioso aos seus rivais. Mas não tem uma equipa que lhe dê garantias nas etapas de montanha (somente pode contar com Sam Oomen). 

3. Simon Yates

O britânico da Mitchelton-Scott dominou com autoridade o Giro do ano passado... até que quebrou a três dias do final perante os ataques de Froome e da todo-poderosa Sky no Col delle Finestre. Mas Simon aprendeu com os seus erros e quatro meses depois conquistou a Volta a Espanha, gerindo muito melhor os seus esforços e evitando as exibições de superioridade que demonstrou em Itália. Este ano apenas competiu na Volta à Andaluzia (ganhou uma etapa), Paris-Nice (ganhou outra) e na Volta à Catalunha. É um ciclista forte e completo - embora algo inferior a Dumoulin e a Roglic nos contrarrelógios - e que regressa a Itália mais maduro e disposto a inverter o "percalço" de 2018. As bonificações na meta podem jogar a seu favor, dada a explosividade nos finais em alto. Além disso, contará a seu lado com a preciosa ajuda de Esteban Chaves e Mikel Nieve nas etapas de montanha. 

4. Miguel Ángel López

Um dos melhores trepadores do pelotão mundial, é ao mesmo tempo uma das armas da Astana para o Giro. O ano passado subiu ao pódio no Giro e na Vuelta, tendo sido terceiro em ambas. Este colombiano vai liderar uma Astana em grande forma, após ganhar este ano duas das três voltas em que já participou - Tour de Colombia 2.1 e a Volta à Catalunha -, sinal de que que chega fortíssima à Volta a Itália. A seu favor jogam os últimos dez dias repletos de alta montanha e um conjunto poderosíssimo de ciclistas como Ion Izaguirre, Pello Bilbao, Jan Hirt e Davide Villella. Mas pode perder vários minutos contra os melhores especialistas nos três contrarrelógios. 

Top-10 favoritos Giro de Italia

5. Vincenzo Nibali

Aos 34 anos, o siciliano da Bahrain-Merida - vencedor de dois Giros, um Tour e uma Vuelta - continua a ser um crónico candidato à vitória final. Não só pelo seu historial, mas também pela "finesse", classe e ambição de sempre. Contudo, nos últimos tempos parece ter perdido alguma da forma que demonstrou nos seus melhores anos enquanto profissional. Nibali chega ao Giro após ter sido terceiro no Tour dos Alpes - onde não conseguiu ganhar, apesar dos inúmeros ataques, ao jovem Pavel Sivakov, da Ineos -, e fez um top10 na Milão-San Remo e na Liége-Bastogne-Liége. O "Tubarão" é um candidato ao top5. 

6. Mikel Landa

Landa é o chefe de fila da Movistar e regressa ao Giro com muita vontade de demonstrar o seu poderio. Aliás, foi precisamente nesta prova que mais êxitos obteve, pois recordamos que em 2015 acabou em 3º, atrás de Contador e de Aru, tendo somado três vitórias de etapa em 2015 e 2017. Após um ano complicado - devido a diversas quedas - Landa regressa às boas sensações, tendo nos últimos tempos destacado o 7º posto na Liége-Bastogne-Liége e a vitória de etapa e o 4º posto final na Semana Coppi e Bartali. Veremos se a melhor versão de Mikel Landa chega ao Giro, pois há montanha de sobra para demonstrar o seu valor. 

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7. Richard Carapaz

Após ter sido quarto no ano passado - no qual ficou a apenas 47" do pódio - o equatoriano chega super motivado a Itália depois de ganhar a recente Volta às Astúrias (com uma exibição de luxo no El Acebo). Além disso, este ano foi top10 na Volta a San Juan e no Tour de Colombia 2.1. Carapaz é um magnífico trepador e será a segunda arma da Movistar quando chegar a alta montanha. 

8. Rafal Majka

O polaco – bom trepador e que já tem um pódio na Volta a Espanha de 2015 - vai partilhar os galões na Bora-hansgrohe com o jovem italiano Davide Formolo. A Volta a Itália é uma corrida que gosta de fazer e acabou sempre entre os sete primeiros nas três vezes em que participou: 7º em 2013, 6º em 2015 e 5º em 2016. Resta saber se conseguirá lutar pela geral ou se vai tentar ganhar algumas etapas de montanha. No passado Tour dos Alpes acabou em 6º e na Volta à Catalunha foi 7º. 

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9. Ilnur Zakarin

3º na Volta a Espanha em 2017, 5º no Giro desse mesmo ano e 9º no Tour em 2018 são os resultados de relevo do russo da Katusha-Alpecin. Zakarin será o chefe de fila da equipa de José Azevedo, e apesar de ser regular, parece que lhe falta algo para conseguir lutar pela vitória nas grandes voltas. O russo terá em David Navarro o seu melhor aliado na montanha. 

10. Bob Jungels

O luxemburguês, de 26 anos, será o líder da "matilha" da Deceuninck-Quick Step. Jungels sabe o que é brilhar no Giro, corrida que liderou em 2016 e na qual acabou no top10 nas duas únicas ocasiões em que participou: 6º em 2016 e 8º em 2017. Aliás, em 2017 ganhou uma etapa. Embora ultimamente se tenha destacado mais como corredor de Clássicas, numa equipa concebida para tal (ganhou a Liége-Bastogne-Liége 2018 e este ano a Kuurne-Bruxelas-Kuurne), este ciclista tem um motor gigante, resistência e experiência para acabar no top10. Foi 8º na Paris-Nice.

Top-10 favoritos Giro de Italia

Outros aspirantes ao Top-10

Davide Formolo (BORA-hansgrohe)

Iván Ramiro Sosa (Team Ineos)

Domenico Pozzovivo (Bahrain Merida)

Ion Izagirre (Astana)

Esteban Chaves (Mitchelton-Scott)

Alexis Vuillermoz (Ag2r-La Mondiale)

Bauke Mollema (Trek-Segafredo)

Pello Bilbao (Astana)

Pavel Sivakov (Team Ineos)

 

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